Aceita tantos jovens peregrinos do infinito
Pois carregam nas suas veias a esperança como um hino
Aceita as suas lutas, desemprego e solidão
Sem escola, habitação e a incerteza do amanhã
Aceita a melodia que Lhes sai do coração
Como fonte de outro dia, de outra terra prometida
Construtores do presente com a seiva do futuro
Aceita Senhor a nossa vida que é tua
e faz deste mundo um mundo irmão
caminha connosco e faz-nos caminhar
para sermos a tua imagem,
o homem da ressurreição
Aceita o trabalho deste povo dedicado
Por sua conta ou empregado vai ganhando o seu pão
Aceita os operários desta terra em construção
Vendedores ou cantores, geram participação
Aceita estas mãos duras calejadas do serviço
Deste povo que aceita construir a comunhão
Com as mãos e no trabalho fazem a libertação
Aceita o pão e o vinho frutos da nossa colheita
São entrega e compromisso desse mundo que há-de vir
Aceita a nossa terra semeada de justiça
A alegria e esperança de colher e repartir
Aceita a nossa fome e a sede de infinito
A vontade de aprender a libertar e a servir
Nesta grande acção de graças em Jesus Cristo Senhor.